Dia Mundial do Livro

Ler não é melhor do que não ler.
Há inúmeras provas de que é assim. Não gosto dos que dizem que os lêem são melhores do que os que não lêem. São gente preconceituosa que precisa de ler mais.

Ler ensina coisas sobre as pessoas,
saber coisas sobre pessoas permite-nos compreendê-las melhor.
Quando se percebe os outros, pode-se julgá-los melhor
Eventualmente ler faz com que nos tornemos mais empáticos para com os outros.

Poder-se-ia concluir que afinal ler faz bem; mas não faz.
A única maneira de fazer bem é se lermos muito, de muitas fontes e formas diferentes.
Assim podemos conhecer os ângulos diferentes e não os do costume, que apenas servem para que fiquemos cada vez mais na mesma.
Se formos burros, cada vez mais burros.

Por isso hoje, dia mundial do livro, não sugiro livros, sugiro diferença, outros autores, outras linguagens…
Isto não quer dizer que a seguir ao Mein Kampf, se deve ler o Capital, quer dizer que a seguir a esses dois se deve ler sobre culinária e depois sobre satanismo.

Crise económica

Os “especialistas” dizem que Portugal vai ter uma recessão enorme, que pode chegar aos 15% e isto nas piores previsões!
Há muito tempo que eu suspeito que a “grande economia” é baseada em nada.
Obviamente que eu não sei nada de economia, porque tenho a certeza que o rombo económico será muito maior do que isso.
O meu problema é que as minhas previsões são baseadas na realidade. Eu sei que os negócios da minha rua estão todos fechados e estarão por vários meses e sei que a facturação dessas pessoas reduziu-se para zero! Eu sei que na minha rua a economia terá reduções superiores a 50% este ano. Mas isto é só na minha rua e na minha cidade, porque são reais!
Já no mundo da banca, finanças e economia globais, tudo é diferente.
Dinheiro que aparece do nada é fácil de repor.

Resta a esperança de que os especialistas sejam de facto e que eu seja só um fala-barato!

Egoísmo, medo e nada.

covid19O aparecimento do Covid19 trouxe muitas coisas, entre elas egoísmo.

Há algumas pessoas que, por várias razões, são obrigadas a trabalhar nesta altura. Algumas destas pessoas e dos seus familiares estão muito descontentes porque acham que deviam ter direito a permanecer em casa com os seus, onde são necessárias.
Percebo que as pessoas sintam medo e até que sejam egoístas ao ponto de porem os seus interesses à frente dos interesses da comunidade, o que não percebo é que o digam em voz alta, como se não fosse condenável ser egoísta.

Alguns de nós têm que continuar a trabalhar e correr riscos para que os outros possam continuar a viver com os mínimos. Não é heroísmo, nem sequer altruísmo, é assim.

Para aqueles que queriam que o seu marido/mulher enfermeiro, médico, farmacêutico, trabalhador de supermercado, camionista, …, não vá trabalhar – esqueçam! Ajudem-nos.
Não os pressionem para não ir trabalhar, isso não é opção. Ajudem-nos cuidando do que tem que ser cuidado e deixando-os livres para cumprir o seu trabalho.

Nos próximos dias há trabalhadores que terão que ficar isolados de toda a sua família, não porque queiram, mas porque serão obrigados pela lei, pelo estado e pelos empregadores a fazê-lo. Terão que o fazer e por muito tempo. Perderão muitos momentos preciosos com as famílias e até com filhos pequenos, mas os dias, semanas ou meses que perderão, serão pífios comparados com o tempo de uma vida e principalmente com o trabalho que, por ser precioso, é imprescindível.

Quando aos próprios trabalhadores que seriam contra ir trabalhar, mas que o farão forçados:
É natural não querer ir para a guerra, é natural querer fugir do risco, é até natural ser egoísta, mas é preciso ter vergonha de o ser, não orgulho.

Sintam medo à vontade, tomem todas as precauções, mas não fujam! Precisamos todos de vós.