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Carta de desapego

O tempo é-me muito barato.
Atiro-o por aí, sem razão, sem motivo, sem padrão sequer.
Dizem os sábios que quando as coisas nos saem do corpo,
têm mais valor.
Não têm.
Tudo o que me sai, sai do corpo.
O que sai da alma… isso sim, tem valor.
Mas eu não tenho profundidade, sou tudo o que se vê,
sou mais nada do que o que se vê.
Uma cigana quiromante disse que as linhas da minha mão
são apenas linhas, revelam nada.

Não tenho segundas intenções,
mas não tenho intenções.
Tenho a espessura de uma folha de papel
Sou sem nada, desalmado.

Escrevo-te assim porque, ainda que não tendo qualquer direito ou influência sobre ti, quero retirar-te qualquer peso que possa entravar, por menor que seja, a tua procura por felicidade.

És boa, das que desequilibram o mundo para o lado da esperança e da Alegria.
Só de imaginar os teus olhos abertos para os meus, fico com vontades, esperanças, planos para conquistar o mundo. Mas depois imagino-os a olhar os meus e vejo neles a desilusão de te falhar.
Não consigo ser responsável pela morte dessa Alegria.
Quero-te melhor do que o que terias perto de mim.

Agora, quando desisto de ti, descubro que a magreza que julgava do meu coração, pode implodir ainda mais.
Já não sou fino, plano, sou só um ponto.
Um ponto não pode ter nada a dizer.

9 minutos

Espero que esta seja a última carta de Amor que te escrevo.

A vida é engraçada!
Já achei que o nosso Amor só existia na minha imaginação,
já achei que nem sabes que existo,
já achei que podíamos ficar juntos para sempre,
já estive a um centímetro de te dizer do meu Amor.
Já achei tudo sobre ti e sobre nós, e às vezes tudo ao mesmo tempo.

Não deixei de te amar, nem sei se alguma vez deixarei, mas acho que finalmente me resignei a viver-te ao longe.
De hoje em diante vou deixar-me viver sem esperança de que alguma vez sejas minha.
Honestamente, se eu nos olhar sem a distorção poética do Amor, terei que reconhecer que nunca me soubeste perto e, apesar de estar sempre na tua sombra, também sempre estive escondido pelo medo de não te merecer.

Há tristeza em deixar-te ir,
aquela tristeza de saber que tem que ser, mas ainda assim não querer
a tristeza do frio
mas também há a liberdade de poder Amar-te sem desejo. Os sábios que dizem que só esse é o verdadeiro Amor, mas há algo em mim que não te quer amar como a Deus ou às crianças.
Esse bocado de mim quer-te mulher, quer a tua pele e o teu cabelo a respirar por perto. É essa parte que acaba hoje. É hoje que desisto de te querer e passo só a Amar-te.
O Sábio diz que só isso importa… mas eu não sou sábio.

Deseja-me sorte, vou precisar.

Setembro 2016

Pão, feminino e masculino.

Há coisas mais importantes do que o pão,
mas só se saberá se houver,
quando falta é-se cão,
mas só se ainda houver noção de ser
Se não, serão fãs de nada
ignorantes convictos
Arquiduques da empada
Imperadores absolutos de pequenitos

a Ignorância,
dos primitivos que acham idólatra e idiota,
que os faz rezar a Árvores e Calhaus Sagrados,
é a mesma dos Cifrões, Cruzes, Estrelas e mais Calhaus

não há bons, nem maus,
há só bondade e ignorância
no lugar de corações, há paus
ego e Ego onde devia estar inteligência

O mundo é masculino,
mas não devia ser feminino,
tal como não devia ser só mar,
também não deve ser só terra
as mulheres, não têm a exclusividade do feminino
os grunhos não a têm do masculino
temos todos tudo
e quem quer ser só parte,
não é completo.