Os Caminhos que corremos (ou se o soneto fosse assim)

Não vemos nada
e somos o que vemos
a originalidade é uma cópia adulterada
O que virmos ser, seremos

As ideias novas que temos
são ideias de que nos esquecemos
O mundo novo que aparece
é só o que o mundo velho esquece

Não que não valha a pena inventar,
não que a procura não importe
é exactamente o contrário

Só é importante criar
desacreditar a sorte
Viver sendo temerário

E se ainda não fizermos nada novo
se tudo o que nos sai, já tiver sido antes

não nos ralemos com o povo
nem com o que dizem entredentes

o que sempre importou foi o caminho

mesmo se tivermos que o fazer sozinho

Obrigado! Volta sempre que puderes! É bom saber de ti!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s