Canalha!

Deixa-me ser tua como já
não me faças esperar
já se pode contar em anos o que esperei por ti
e os cremes não aguentam muito mais
as rugas de te esperar

Quero o teu quentinho
e o desconforto de barba por fazer
e o peito a arder dos picos dela
Quero passar um dia inteiro a lembrar-me de ti por ter os lábios a arder
de saudade e de irritação

Deixa-me cozinhar-te
em banho-maria
Maria como o que me chamas por te lembrar a tua mãe
não te quero filho,
quero-te filho da mãe
Quero chorar por seres súcio
não quero chorar por não me seres nada

Vem.
já.
tenho a água a correr e a espuma a crescer
a porta está aberta,
não precisas de bater
Não ligues a luz, deixa
não tires a roupa, comicha
não fales, não cantes, flutua
talvez eu esteja vestida, … talvez

e se de madrugada quiseres partir
parte tudo!
mas parte mudo
não digas nada, desaparece
se não gostas de mim vai eu não posso, eu de mim não sai

e essas unhas que levas cravadas nas costas
deixa-as ficar, não devolvas
Vou precisar de novas, para cantar a tua acédia
ou então calo-me por cobardia
e peço-tas de volta

e choro, aquele choro que não podes resistir
assim terás que me acudir
e começa tudo outra vez

Seu canalha! Deus me valha!

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