Filho:

Meu filho amado.
Sei que não vais ler isto, pelo menos não enquanto te fôr útil.
Quando eu tinha os teus vinte e tal anos também era assim impetuosa, como tu, e dificilmente pararia o tempo suficente para ouvir alguma coisa…
Estás na idade em que as hormonas deixam pouco espaço para qualquer outra coisa, mas ainda assim não resisto a avisar-te para o cuidado que deves ter com os teus.
Não podes viver para sempre a pensar que és uma espécie de D. Juan. Tens que ter cautela por duas razões principais: Não podes passar o tempo a ferir as raparigas que se apaixonam por ti. E mais importante ainda é que se viveres muito tempo sozinho corres o risco de te tornar num ser demasiado caprichoso para ser aceite por alguém, ou mesmo para aceitar.
Tenta ser carinhoso, mesmo que não te apeteça. Faz alguma coisa pelos outros diariamente – mas tem que ser mesmo por eles e não porque queres ser reconhecido, ou para te sentires melhor. Tem que ser só porque queres o bem dos outros, sem mais nada. Isto pode ser um bocadito dificil, mas entretanto podes ir praticando. Para isso ajuda os outros, mesmo que seja porque queres alguma recompensa – com o tempo pode ser que te apegues ao bem por si mesmo ao invés de por alguma recompensa.

Desculpa pelas frases mal amanhadas, mas estou a ficar cada vez mais confusa e custa-me muito concentrar-me mais do que alguns minutos.
Boa sorte!

Vânia, 20 de Abril 2009

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3 responses to “Filho:

  1. As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é… A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora… A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira… A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz… A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.

  2. Basta viver por si.

    O bem “maior” é a grandiosidade dos seus actos consciencializados. Saber porque faz, como faz e porquê que o faz.

    Não machuque quem goste de si, não goze pela forma como gostam…, aproveite, apenas, para reflectir na forma como trata o ser humano.

    A preocupação do pai é igual à preocupação dos restantes pais. Pelo menos, aqueles que sabem realmente ser PAI!

  3. Todos temos aspectos bons e menos bons latentes dentro de nós (o anjinho e o diabinho), é importante saber distingui-los de forma a aproveitá-los ou melhorá-los, conforme a situação, para fazer o bem e fazê-lo bem. Por vezes é quase impossível controlá-los e se o caminho que seguimos não é o melhor, é preciso mudar, mas devagar e com muita serenidade porque a direcção a tomar é mais importante do que a velocidade. Apesar da mudança no trajecto a essência é sempre a mesma… é isso que nos torna únicos e especiais!!!

    Beijo,
    Cati

Obrigado! Volta sempre que puderes! É bom saber de ti!

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