Dar a outra face…

O homem chegou perto de mim e cuspiu-me uma ordem despropositada e ríspida. A vontade que tive de lhe responder de forma ainda mais veemente ficou contida pelo controlo que consegui ter nesse momento. Três horas depois, e quando me dirigia para a saída fui de encontro a ele e despedi-me agradecendo. O homem ficou surpreendido mas agradado com o gesto, que retribuiu com o primeiro sorriso que o vi dar naquela tarde, talvez porque fui o único a dirigir-se a ele de forma amável, apesar de tudo naquele homem indicar despreso e desagrado; fi-lo e tive a devida recompensa. Não quero com isto enaltecer o ego, mas antes gravar a preciosa lição.

Podemos dizer que o que fazemos é apenas reflexo do que nos fazem a nós, e por isso somos bons para quem o é connosco e maus para os que nos tratam desse modo, mas se aceitamos isto, então também teremos que aceitar o mesmo de outros. Assim sendo como se quebra o ciclo?

Não me parece que devamos dar a outra face, porque nos esmurraram a contrária, parece-me antes que devemos enfrentar tudo como se fosse bom e desconhecido. Não é fácil, mas compensa.

Ti         
Junho 2008

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