O Eclipse

Olá, boa noite!
Dia estranho hoje, abafado, quente, agoirento! Lá estou eu a preocupar-me com coisas sem importância nenhuma, ainda por cima quando só restam parcas horas ao mundo e mais importante do que isso… a mim!

Os especialistas dizem que o eclipse é só mais um, que já houve uma data deles e que o mundo não acabou em nenhum, por isso também não era desta.

Pelo sim pelo não resolvi vir para o meu sítio favorito – o cimo desta pedra, que simboliza não-sei-o-quê-e-nem-quero-saber-até-porque-o-mundo-está-a-acabar-e-eu-tenho-mais-em-que-pensar!

Enfim, nem eu sei porque é que este é o meu local favorito, mas o que é facto é que sempre que preciso de pensar ou estar sozinho, dou comigo no cimo deste penedo a olhar para o céu, o mesmo céu para que olha o padre da minha freguesia, completamente impávido e sereno tentando convencer-se que essas coisas de o mundo acabar são “crendices” do povo, o mesmo céu para que olha a outra metade do meu coração na outra metade do mundo, o mesmo céu que viu nascer o mundo, os homens, a evolução, a revolução, a poluição, a constituição, a colonização, o mesmo céu que fez nevar no dia um (desde que se conta), o mesmo céu que me viu nascer atónito, o mesmo céu que hoje nos vai desabar em cima!

É a olhar para ele que penso em ti!

É à medida que ele se aproxima que eu te amo mais!

Vai ser quando ele me esmagar contra a terra quente e fofa, que me vou arrepender de tudo o que não te disse, dos beijos que não te dei, de todos os minutos que perdi a pensar como é que podia estar contigo, em vez de estar simplesmente. Vai ser aí que vai doer todo este tempo sem te ter – não por não querer, mas por não saber e ter medo de descobrir!

Bom, mas não falemos de coisas tristes, porque o saldo até é positivo, por isso é que parto com tristeza, porque se fosse negativo, com certeza não me importava de partir!

Vou levar recordações lindas imensas:

O teu sorriso – a maneira com ris com os olhos semicerrados, valia a pena a vida só para ver o sorriso dos teus olhos, sem côr na minha memória por não conseguir vê-los todos nas imensas escassas horas que passei a olhá-los.

Estou a ficar sem tempo e ainda não consegui dizer que és o que de mais importante há na minha vida!

Está a ficar frio… muito frio!

Estou leve… muito leve… 

Ti.
Dez.2005

One response to “O Eclipse

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