Gene Kelly

Posted in . on Quarta-feira, 10 Março 2010 by Ti

“I don’t believe in conformity to any school of dancing. I create what the drama and the music demand. While I am a hundred percent for ballet technique, I use only what I can adapt to my own use. I never let technique get in the way of mood or continuity.”

Gene Kelly

“Eu não acredito na conformidade com nenhuma escola de dança. Eu crio o que o drama e a música requerem. Apesar de ser cem por cento a favor da técnica do ballet, eu só uso o que posso adaptar para mim próprio. Eu nunca deixo a técnica ficar no caminho do humor ou continuidade.”

Fim do mundo ou o início do mesmo…

Posted in . on Segunda-feira, 8 Março 2010 by Ti


É possível que ainda não tenha reparado, mas é altura de minimizar material e maximizar o espírito.

O tempo de revolução de tudo o que é físico está a aproximar-se rapidamente e para os que vivem indissociados do seu suporte físico, como nós, serão tempos conturbados.

O aligeiramento dá agilidade. Talvez seja altura de emagrecer o ego e fortalecer o que realmente importa e isso é escusado dizer o que é…

Quem de nós dois – Ana Carolina

Posted in . on Sábado, 6 Março 2010 by Ti


Eu e você..
não é assim tão complicado
não é difícil perceber
quem de nós dois
vai dizer que é impossível
o amor acontecer

se eu disser que já nem sinto nada
que a estrada sem você é mais segura
eu sei você vai rir da minha cara
eu já conheço o teu sorriso
leio o teu olhar
o teu sorriso é só disfarce
que eu já nem preciso

sinto dizer
que amo mesmo
ta ruim pra disfarçar
entre nós dois
não cabe mais nenhum segredo
além do que já combinamos
no vão das coisas que a gente disse
não cabe mais sermos somente amigos
e quando eu falo que eu já nem quero
a frase fica pelo avesso.. meio na contramão
e quando finjo que esqueço
eu não esqueci nada

e cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
e te perder de vista assim, é ruim demais, e
é por isso que atravesso teu futuro
e faço das lembranças um lugar seguro
não é que eu queira reviver nenhum passado
nem revirar o sentimento, revirado
mas toda vez que eu procuro uma saída
acabo entrando sem querer na tua vida

eu procurei..
qualquer desculpa, pra não te encarar
pra não dizer
de novo e sempre a mesma coisa, falar só por falar
que eu já não tó nem aí pra essa conversa
que a história de nós dois não me interessa
se eu tento esconder meias verdades
você conhece o meu sorriso
lê o meu olhar
meu sorriso é só disfarce
o que eu já nem preciso

e cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
e te perder de vista assim, é ruim demais, e
é por isso que atravesso teu futuro
e faço das lembranças um lugar seguro
não é que eu queira reviver nenhum passado
nem revirar o sentimento, revirado
mas toda vez que eu procuro uma saída
acabo entrando sem querer na tua vida

http://www.youtube.com/watch?v=HqDKX2JFMm8

Crítica

Posted in . on Sábado, 6 Março 2010 by Ti


A mulher era crítica. Trabalhava numa dessas revistas em que se comenta a vida de toda a gente.
A maior parte das vezes enunciava e censurava os comportamentos errados das “celebridades”, mas havia também dias em que elogiava generosamente os comportamentos que achava merecedores. O problema é que sempre que elogiava alguém, ou algo ficava sempre implicita uma lição de moral para os que passavam a vida a criticar. Percebeu que tudo o que escrevia era de si para si – os elogios, as lições de moral, as criticas violentas, tudo era para si mesma.
Achou-se inútil, por não ter nada para dizer aos outros e escreveu mais uma crónica sobre isso na sua coluna semanal. Ficou furiosa com a sua própria verborreia. Despediu-se, desapareceu.
Há alguns dias encontrei-a. É uma monja que fez voto de silêncio e castidade já lá vão 11 anos!

Ary dos Santos

Posted in Poesia on Domingo, 28 Fevereiro 2010 by Ti


Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se fôr um copo é um copo
se fôr um cão é um cão.

Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e um cão não passa dum cão.

Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão.
Mas se forem de vidraça
e logo foram janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato que nos interrompe o sono.

E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato que anda sem eira nem beira e não ganha para a roupa.

E se o prato for de merda
e o literato de esquerda?

Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escreveremos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão

Assim se chamam as coisas pelos nomes que elas são.

José Carlos Ary dos Santos

Dinheiro, pilim, argent, money, graveto, …

Posted in Adão Demo on Sexta-feira, 26 Fevereiro 2010 by adaodemo


- Outra vez?
Hoje é o aniversário do nosso casamento e só falas nisso?!
Estou farta de te ouvir falar de dinheiro!
Sempre o mesmo queixume! Todos os dias!
Já nem sabes o que é ter uma conversa normal!
É verdade que não temos dinheiro para muito, mas tivemos sempre o que comer. Nem sempre conseguimos evitar a roupas gastas, mas continuamos limpos e com a cabeça levantada! Portanto António, pela última vez, cala-te com a porcaria do dinheiro senão nunca mais me vês.